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Mostrando postagens de fevereiro, 2010

Gypsy

Broke my heart on the road Spent the weekends sewing the pieces back on Crayons and dolls pass me by Walking gets too boring when you learn how to fly Not the homecoming kind Take the top off and who knows what you might find Won't confess all my sins You can bet all trying but you can't always win Cause I'm a gipsy are you coming with me? I might steal your clothes and wear them if they fit me Never made agreements just like a gypsy And I won't back down ?cause life's already bit me And I won't cry I'm too young to die if you're gonna quit me 'Cause I'm gypsy I can't hide what I've done Scars remind me of just how far that I've come To whom it may concern Only run with scissors when you want to get hurt Cause I'm a gipsy are you coming with me? I might steal your clothes and wear them if they fit me Never made agreements just like a gypsy And I won't back down ?cause life's already bit me And I won't cry I'm too y...

O Arco

Que quer o anjo? Chamá-la O que quer a alma? perder-se Perder-se em rudes guianas para jamais encontrar-se Que quer a voz? encantá-lo. Que quer o ouvido? Embeber-se de gritos blasfematórios até que dar aturdido. Que quer a nuvem? raptá-lo, Que quer o corpo? solver-se, delir memória de vida e quanto seja memória. Que quer a paixão? detê-lo. Que quer o peito? fechar-se contra os poderes do mundo para na treva fundir-se. Que quer a canção? erguer-se em arco sobre os abismos. Que quer o homem? salvar-se, ao permeio de uma canção. Carlos Drummond de Andrade
De que serve viver tantos anos sem amor Se viver é juntar desenganos de amor Se eu morresse amanhã de manhã Não faria falta a ninguém Eu seria um enterro qualquer Sem saudade, sem luto também Ninguém telefona, ninguém Ninguém me procura, ninguém Eu grito e um eco responde: "ninguém!" Se eu morresse amanhã de manhã Minha falta ninguém sentiria Do que eu fui, do que eu fiz Ninguém se lembraria Antonio Maria

Desencanto

Eu faço versos como quem chora De desalento... de desencanto... Fecha o meu livro, se por agora Não tens motivo nenhum de pranto. Meu verso é sangue. Volúpia ardente... Tristeza esparsa... remorso vão... Dói-me nas veias. Amargo e quente, Cai, gota a gota, do coração. E nestes versos de angústia rouca, Assim dos lábios a vida corre, Deixando um acre sabor na boca. - Eu faço versos como quem morre. Manuel Bandeira