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Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,   a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou-se a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra frente vai ser diferente.  Carlos D rummond de Andrade
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"Não se apresse em acreditar em nada,  mesmo se estiver escrito nas escrituras sagradas.  Não se apresse em acreditar em nada só porque um professor famoso que d isse. Não acredite em nada apenas porque a maioria concordou que é a verdade.  Não acredite em mim.  Você deveria testar qualquer coisa que as pessoas dizem  através de sua própria experiência antes de aceitar ou rejeitar algo." [Sidarta Gautama, o Buddha]

PRESSÁGIO por Fernando Pessoa

O AMOR, quando se revela, Não se sabe revelar. Sabe bem olhar p'ra ela, Mas não lhe sabe falar. Quem quer dizer o que sente Não sabe o que há de dizer. Fala: parece que mente... Cala: parece esquecer... Ah, mas se ela adivinhasse, Se pudesse ouvir o olhar, E se um olhar lhe bastasse P'ra saber que a estão a amar! Mas quem sente muito, cala; Quem quer dizer quanto sente Fica sem alma nem fala, Fica só, inteiramente! Mas se isto puder contar-lhe O que não lhe ouso contar, Já não terei que falar-lhe Porque lhe estou a falar...

Cegueira Bendita

Ando perdida nestes sonhos verdes De ter nascido e não saber quem sou, Ando ceguinha a tatear paredes E nem ao menos sei quem me cegou! Não vejo nada, tudo é morto e vago... E a minha alma cega, ao abandono Faz-me lembrar o nenúfar dum lago 'Stendendo as asas brancas cor do sono... Ter dentro d'alma a luz de todo o mundo E não ver nada neste mar sem fundo, Poetas meus irmãos, que triste sorte!... E chamam-nos a nós Iluminados! Pobres cegos sem culpas, sem pecados, A sofrer pelos outros té à morte! Florbela Espanca

Priscilla... minha Priscilla.

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Priscilla é poesia. É música. É palavra esquecida. É amor de passado. Lembrança perdida. Priscilla é a dor que eu guardo no peito, Que pouco compreendo Priscilla é meu tormento,  meu pesadelo, meu karma, meu enigma. Priscilla é sofrimento, É dor que se deseja e se guarda com carinho. Priscilla... é minha Priscilla.
“Sonhamos com um mundo ainda por vir, onde não vamos mais precisar de aparelhos eletrônicos com seres virtuais para superar nossa solidão e realizar nossa essência humana de cuidado e de gentileza. Sonhamos com uma sociedade mundializada, na grande casa comum, a Terra, onde os valores estruturantes se construirão ao redor do cuidado com as pessoas, sobretudo com os diferentes culturalmente, com os penalizados pela natureza ou pela história, cuidado com os espoliados e excluídos, as crianças plantas, os animais, as paisagens queridas e especialmente cuidado com a nossa grande e generosa Mãe, a Terra. Sonhamos com o cuidado assumido como o ethos fundamental do humano e como compaixão imprescindível para com todos os seres da criação”. (BOFF, Leonardo, 2000) , os velhos, os moribundos , cuidado com as
Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesmo, mas com certeza não serei o mesmo pra sempre. (Clarice Lispector)