Minhas Palavras Repetidas
Existe uma cor em mim que não faz o seu estilo.
Existe também um parágrafo na minha prosa que não faz sentido.
Um paradigma que não encaixa no meu perfil.
É tão relativo que nem sei como desmembrar o desmontável.
Tem partes que insistem em não funcionar...
Olhos. Nariz. Estomago e pés.
Tenho mesmo é que desfazer esse rebolado.
Quem sabe até desatar esses nós que me sustentam.
Papel de tinta na parede de vidro. Na parada.
Dá pra entender? "A vista mais bonita do céu fica em direção à parada"
Senta aqui comigo no banco da praça? Vamos papear sobre o tempo que não existe.
Sobre a velhice que não veio. Vamos discutir o que não aconteceu.
E planejar o passado.
Ando numa rima desritmada.
Sabia que ritmo é com T mudo?
Quer dizer que pra ter algum movimento regular e hamônico é preciso ter um certo silêncio?
Ai.Já nem sei se entendo o que sei.
Nem se entendo o que sei ser.
Ou se quer se sou mesmo o que entendo.
Existe também uma música dentro de ti que não consigo ver.
Canção do silêncio.
Nem sei...
Palavras soltas.
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